terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


Luz


Claro o fogo, ludibriante a chama;
que quase se apaga antes de
o vento a levar.
Até então vibra, mas não inflama.
Some-se o incenso, a matéria e a história,
contudo, pôde a luz ficar.

É luz que queima;
que a vida tem pavio rente;
arde mas não teima
em fazer do que é o que sente.

Termina e dissipa-se lentamente.
Sobre o chão, uma mão - com um punhado de sonhos -
fechada.
Porém nunca isolada
de tudo ou de nada,
pois nunca sentiu nem sente
aquela luz apagada.

20/02/09

Um comentário:

  1. 'Ta giro :) Uns com tanto talento para escrever e outros com tão pouco, não queres partilhar um pouco dessa tua habilidade? hehe. Boa sorte com o blog ;)

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