quinta-feira, 11 de março de 2010

Truth is beauty, beauty is truth

Com base na obra de O. Wilde “ O homem sob a alma do socialismo”, infere-se que os homens têm tentado resolucionar o problema da pobreza divertindo o pobre, ao invés de reconstruir uma sociedade de raiz onde esta seja materialmente intangível. Wilde acreditava que, ao converter a propriedade privada em riqueza comum, restaurar-se-ia a sociedade à sua própria condição de organismo “completamente saudável”. Tem sarcástica graça que por vezes o pobre seja louvado por ser “económico”, contanto que “…recomendar economia ao pobre (…) é como aconselhar a um homem que está a morrer de fome a comer menos”. Viver do subsídio do desemprego é vergonhoso – "pobres" dos contribuintes andam a pagar o pão daqueles cadáveres ambulantes…! Estupores, a viverem às custas dos demais trabalhadores! -, já um pobre virtuoso é de salutar. E o individualismo? Como beneficiar dessa dádiva dimanada do socialismo? A propriedade privada comprimiu-o e criou um individualismo falso: " Privou uma parte da comunidade de ser individual ao colocá-la à fome, e privou a outra parte de ser individual ao colocá-la no caminho errado e atravancando-o de dificuldades". Numa sociedade como a nossa, onde os bens estão conotados com estatuto, honra, respeito, títulos, e sendo o homem tendencialmente ambicioso, torna-se sua finalidade amontoar bens sem qualquer finalidade social, mas antes para cristalino e exclusivo proveito próprio. O problema adveio com a industrialização: um homem tem uma máquina que faz o trabalho de quinhentos homens. " Assim quinhentos homens ficam no desemprego, em consequência e, por causa disso, têm fome e começam a roubar".

O homem foi criado real e efectivamente para coisa melhor que varrer lixo.

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