segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Boys will be boys


Alguém, digno da minha admiração mas nem sempre da minha concordância, afirmou outrora que "em geral, consideram-se sinceros todos os rapazes com convicções e incapazes de criticar". Para o homem, tudo o que se opõe ao ímpeto do seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua intolerância e subsequentes acessos de irascibilidade desmedida e, às tantas, infundada. "Um primeiro amor dá espírito às raparigas; o rapaz é menos estúpido no segundo". Bem, na verdade é possível verificar-se a mesma estupidez nas raparigas, mas regra geral...
Podemos indagar sobre o que aconteceria se os pudéssemos moldar a nosso belo prazer e torná-los menos irritáveis, menos insensíveis, menos estúpidos "no primeiro". Imagine-se, sem embargo da impossibilidade absoluta, que o conseguiríamos. Suponhamos que eles se metamorfoseassem para seres mais cautelosos, mais ponderados, mais diligentes, mais sensíveis, menos estúpidos, menos voláteis, menos dados a brincadeiras perigosas, menos presunçosos e menos amantes de piadas terrivelmente secas. Afinal de contas, são essas as características que os formulam - quer o aceitemos ou não -, todavia, "toda a arte é um problema de equilíbrio entre dois opostos". Como diria Ernest Renan, "A mulher que se parece connosco é antipática: o que nós buscamos no outro sexo é o oposto de nós mesmos". Bem que podemos ser dotados de uma auto-estima altíssima, mas ao fim do dia cansamos-nos de conviver com os nossos próprios pensamentos; precisamos, de alguma forma, de uma lufada de ar fresco - ou de estupidez...que seja! -, o que nos reconduz aos homens, "animais muito estranhos: uma mistura do nervosismo de um cavalo, da teimosia de uma mula e da malícia de um camelo". Portanto, por muito que os tentemos formatar, por muito que tentemos extrair-lhes o nervosismos, subtrair-lhes a teimosia e suavizar-lhes a malícia, a verdade é que " boys will be boys" and there's not much we can do about it but to accept it.

3 comentários:

  1. Nada mais que a verdade! Isto se invertermos na questão da teimosia! Os homem não pecam por isso! Que seria de vós sem as nossas piadas secas? Como iriam então identificar uma outra piada qualquer?

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  2. Bem, tu viste a minha reacção quando me disseste o título do novo Post, e como prometido 'saltei' para a frente do computador assim que cheguei a casa.

    Bem visto, realmente. Gostei da discriminação completíssima das características óbvias e absolutamente incontornáveis do nosso tão querido sexo oposto. Só tenho a dizer, quanto às piadas terrívelmente secas, que esse é, para mim, um 'must have' nos homens, apenas porque as dizem com estilo. Passo a explicar: por muito que nos esforcemos, nós mulheres quando atentamos tais gracinhas não resulta. Pura e simplesmente não é igual. Já quando são os nossos queridos raprazes (Sim, rapazes, porque homens é como a felicidade, temos breves vislumbres e procura-los-emos para o resto das nossas vidas no rapaz que temos ao nosso lado. Enfim...), há qualquer coisa que lhes torna as piadas algo digno de uma risada, por mais 'nonsense' que esta seja. É aquele charme inerente, o qual não se faz ideia de onde provém.

    Admitamos, nós raparigas gostamos de um belo desafio que saiba, volta e meia, dar-nos também a volta.

    Hopeless, and yet thankful.

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  3. Discurso discriminatório, preconceituoso e demasiadamente rico em generalizações. Minha cara, você imputa aos membros do sexo masculino o defeito da intolerância, e não obstante, todo o seu discurso revela uma estreiteza de vistas acentuada. Utilizando a mesma estrutura discursiva e fazendo apenas pontuais alterações temáticas, seria possível convertê-lo num discurso machista, racista ou de qualquer outro pendor chauvinista.
    Não perspective este comentário como qualquer reacção negativa ao conteúdo do seu discurso, pois não deixo de reconhecer que há alguma verdade em algumas das suas afirmações, e estou muito longe de defender a conduta genericamente adoptada pelos meus pares do sexo masculino. Além disso, expressa a sua opinião livremente, nada havendo de errado nisso, em especial num país que segue em marcha-atrás nas liberdades.
    Apenas considero que a forma como expressou a sua opinião é credora de muitos outros tipos discursivos discriminatórios.

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